:::::PÓS JOGO:::::
Um jogo sem emoção, com movimentos previsíveis e times sem nenhuma inspiração. Uma ou outra jogada mais lúcida, como nos lances dos dois gols, e só. O Peixe, sem nenhum titular em campo, atuou como se fosse visitante, aguardando algum vacilo vermelho para tentar surpreender. O Inter, por sua vez, tinha a bola, esteve melhor distribuído em campo, mas não conseguiu superar o expressinho santista. Resultado: um 1 a 1 sem muita graça. O Peixe, ao menos, conseguiu manter a escrita: jamais perdeu para gaúchos na Vila, em Campeonatos Brasileiros.
O Santos entrou em campo com um time tão reserva que nem Muricy Ramalho estava no banco. Gripado, ele não foi à Vila Belmiro comandar o expressinho que armou para poupar os titulares, guardados para as semifinais da Taça Libertadores. O auxiliar Marcelo Martelotte ficou à beira do campo.
:::::ESCALAÇÃO, CARTÕES, GOLS E SUBSTITUIÇÕES:::::
Mais qualificada tecnicamente, a equipe gaúcha manteve a bola sob o seu comando durante a maior parte do primeiro tempo.
A princípio, a bola não chegava, pois a marcação santista esteve atenta. Isso acabou tornando o jogo um tanto quanto monótono. O Santos, retraído e desentrosado, tentava explorar algum erro do Internacional. Apesar de escalado com três zagueiros (Bruno Aguiar, Vinícius e Bruno Rodrigo), o Peixe não jogava no 3-5-2, mas num 4-4-2 como o rival, com Bruno Aguiar caindo pela direita, mas apenas marcando, e Alex Sandro na lateral esquerda, saindo só na boa.
O jogo santista só fluía quando os jovens tinham alguma chance. O meia Felipe Anderson, de 17 anos, foi o camisa 10 e buscou armar o time. Acertou alguns bons lances, mas demonstrou imaturidade em outros, ao arriscar calcanhares e chapéus errados. Já o atacante Tiago Alves, 18, pegava a bola e era agudo, partia para cima, jogando como um ponta esquerda. Foi exatamente numa investida do garoto paraense que o Peixe abriu o placar. Ele sofreu pênalti, que acabou convertido por Keirrison. O camisa 9, até então, não havia pego na bola.
No segundo tempo o Inter continuou dominando as ações. Era o mesmo panorama da etapa inicial. O Santos, por sua vez, vivia de contra-ataques. O problema do Peixe é que faltava uma maior aproximação entre jogadores de meio e de frente. Keirrison, preso entre os zagueiros, só via a bola passando por cima.
A falta de emoção dentro de campo fez o público santista dispersar. Garotos conversavam, casais namoravam. Os alvinegros, normalmente exigentes, não esboçaram sequer vaias. Já os colorados seguiam cantando músicas de apoio ao time. Não conseguiram, porém, inspirar seus jogadores. O apito final acabou caindo bem.
:::::LANCE A LANCE INTERATIVO:::::
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:::::MELHORES MOMENTOS:::::
Um comentário:
sensacional alê! cada vez melhor os pós e pré jogos!
beijos
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